ECONOMIA

EUA confirmam novas tarifas sobre o compensado palmense

Nova taxação de 25% começa a valer no dia 22. Alguns produtos serão isentos, mas o compensado não está entre eles.
17 de julho de 2026
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O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (15), a aplicação de tarifas adicionais de 25% a produtos brasileiros, entre eles, a madeira compensada fabricada em Palmas, Sul do Paraná.

A decisão decorre de uma investigação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, com base em um mecanismo que permite ao governo americano apurar e combater possíveis barreiras comerciais em outros países. O governo de Donald Trump afirma que o Brasil adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os EUA, citando temas como o sistema de pagamentos PIX, o acesso ao comércio de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria.

Alguns produtos brasileiros não sofrerão a aplicação das novas tarifas, como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose. Porém, o compensado de pinus não entrou na lista de isenções e terá a nova taxação, que entra em vigor a partir do dia 22 de julho.

A confirmação de um novo tarifaço ocorre no momento em que o setor madeireiro buscava reagir após as taxações aplicadas ao longo de 2025 e que foram derrubadas pela Justiça dos Estados Unidos em fevereiro deste ano.

Em abril de 2025, foram anunciadas as chamadas tarifas recíprocas, incluindo uma taxa adicional de 10% sobre produtos brasileiros. Em julho, um novo aumento de 40% elevou a alíquota total para 50%, afetando diretamente o comércio exterior brasileiro.

Em Palmas, o impacto foi imediato. Durante o período de vigência das tarifas, diversas empresas precisaram reduzir custos, inclusive com demissões, diante da queda nas exportações.

Após a decisão da Suprema Corte, clientes norte-americanos voltaram a procurar as indústrias brasileiras e houve aumento nos pedidos. Porém, o setor ainda sentia os efeitos da crise e a retomada exigia mais tempo.

 

Por RBJ

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