O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (15), a aplicação de tarifas adicionais de 25% a produtos brasileiros, entre eles, a madeira compensada fabricada em Palmas, Sul do Paraná.
A decisão decorre de uma investigação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, com base em um mecanismo que permite ao governo americano apurar e combater possíveis barreiras comerciais em outros países. O governo de Donald Trump afirma que o Brasil adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os EUA, citando temas como o sistema de pagamentos PIX, o acesso ao comércio de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria.
Alguns produtos brasileiros não sofrerão a aplicação das novas tarifas, como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose. Porém, o compensado de pinus não entrou na lista de isenções e terá a nova taxação, que entra em vigor a partir do dia 22 de julho.
A confirmação de um novo tarifaço ocorre no momento em que o setor madeireiro buscava reagir após as taxações aplicadas ao longo de 2025 e que foram derrubadas pela Justiça dos Estados Unidos em fevereiro deste ano.
Em abril de 2025, foram anunciadas as chamadas tarifas recíprocas, incluindo uma taxa adicional de 10% sobre produtos brasileiros. Em julho, um novo aumento de 40% elevou a alíquota total para 50%, afetando diretamente o comércio exterior brasileiro.
Em Palmas, o impacto foi imediato. Durante o período de vigência das tarifas, diversas empresas precisaram reduzir custos, inclusive com demissões, diante da queda nas exportações.
Após a decisão da Suprema Corte, clientes norte-americanos voltaram a procurar as indústrias brasileiras e houve aumento nos pedidos. Porém, o setor ainda sentia os efeitos da crise e a retomada exigia mais tempo.
Por RBJ



