JUSTIÇA

Justiça decreta prisão preventiva de mãe suspeita de matar os dois filhos no Paraná

Segundo a delegada que cuida das investigações, mulher de 31 anos informou que assassinou as duas crianças há 15 dias. Versão de que ela teria surtado foi descartada pela polícia.
30 de agosto de 2022
Compartilhe

A Justiça decretou, nesta segunda-feira (29), a prisão preventiva da mãe suspeita de matar os dois filhos, uma menina de nove anos e um garoto de três anos, em Guarapuava, no sul do Paraná. À tarde, a determinação foi mantida em audiência de custódia, que aconteceu virtualmente.

Segundo a juíza, a mulher, que tem 31 anos, deve ficar presa para "assegurar a aplicação da lei penal, tendo em conta que a alteração da cena do crime pela autuada denota perigo em sua manutenção em meio aberto diante da possibilidade de vir a interferir na produção de provas necessárias à adequada apuração dos fatos".

O advogado Kristiano Pablo Camargo de Campos disse à reportagem que foi nomeado como defensor dativo no processo, mas que não continuará na defesa da suspeita.

Por isso, a Justiça deve nomear outra pessoa, já que, segundo Campos, a mulher teria informado que não tem dinheiro para contratar um advogado.

A delegada responsável pelo caso, Ana Hass, disse à RPC que a suspeita confessou o crime. Em depoimento, ela teria dito que matou as crianças há 15 dias. Os corpos foram encontrados em cima de uma cama.

De acordo com o Boletim de Ocorrência (BO) da Polícia Militar (PM), citado na decisão judicial, ela teria dado um calmante para o menino e asfixiá-lo com um travesseiro quando ele "já estava dormindo profundamente".

Segundo a PM, a jovem teria enrolado um cachecol no pescoço da filha e estrangulado-a. Ela deve responder pelos crimes de ocultação de cadáver, homicídio e fraude processual.

Depoimento

 

De acordo com a Polícia Civil, a mulher confessou o crime aos policiais ainda no apartamento onde os filhos foram mortos, mas ficou em silêncio durante depoimento na delegacia.

A delegada explicou que não vai pedir um laudo psiquiátrico da suspeita, que alegou ter passado por um surto. Para Ana Hass, a versão foi descartada porque a polícia não encontrou indícios de confirmação.

 

O caso

 

A tragédia foi descoberta pela Polícia Civil no sábado (27). Investigadores chegaram até o local, um apartamento em Guarapuava, após um advogado de Santa Catarina acionar as autoridades policiais.

Os corpos das duas crianças foram liberados pelo Instituto Médico-Legal para Itajaí (SC), onde moram as famílias. A funerária responsável pela transferência informou que não houve velório.

 

Por Rafael Machado, g1 PR

Leia também