Um projeto do curso de Medicina Veterinária da Unicesumar tem levado ovelhas para visitar pacientes de hospitais de Curitiba. O objetivo é levar conforto, carinho e ser uma distração para os pacientes internados e familiares.
"No hospital já tem a vulnerabilidade do paciente. Quando ele está sendo tratado, trazer um pouquinho dessa alegria, coisa simples que o animal proporciona, a gente tem um benefício para o tratamento", defensa Jacqueline Ferreira Avanci, diretora de um dos hospitais que recebeu os animaizinhos.
Das visitas, participam as ovelhinhas Feijoada e Coco, que a cada dia vão para hospitais diferentes da cidade e viram atrações.
Para que a atividade aconteça da melhor maneira, é seguido um rígido protocolo de segurança sanitária.
Há a exigência de um laudo veterinário atestando a saúde dos animais, apresentação de carteira de vacinas em dia, banho, transporte apropriado, entre outras regras.
Para as visitas, as ovelhas se preparam: há até um banho quentinho na rotina e o uso de fraldas, como explica Jéssica Rodrigues, coordenadora do curso de Medicina Veterinária que oferece o projeto.
"Para elas estarem aqui com segurança, tanto para elas quanto para os pacientes, elas tomam banho. Nós seguimos um protocolo de higienização com antisséptico, elas tomam banho no chuveiro quentinho, toda a lã é limpa, os casquinhos são higienizados. Nós trazemos também um kit de higienização. Fazemos até alguns testes de cultura para ver se elas estão realmente bem limpinhas e se toda a sujeira que pode trazer algum prejuízo para os pacientes foi removida", detalha.
Outros projetos semelhantes pelo Brasil utilizam cães para a visita, mas Rodrigues explica que a escolha por ovelhas se dá porque elas não latem, têm um temperamento mais dócil e reagem menos.
O menino Richard se divertiu com a visita que recebeu enquanto se recupera de uma Influenza. Para a família dele, o encontro foi especial.
Além do conforto, para alguns, a presença de Feijoada e Coco traz também boas lembranças, como é o caso de José Santos, internado há alguns dias depois de uma cirurgia.
Ele conta que as duas o lembram dos tempos em que morava na região rural.
"Lembrei do tempo que era menino ainda", compartilha.
Por G1 PR



