SAÚDE

Campo Mourão decreta estado de calamidade por dengue; UPA tem pacientes até no corredor

De cada dez pessoas que buscam atendimento em UPA da cidade paranaense, oito têm sintomas da doença.
22 de fevereiro de 2024
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A cidade de Campo Mourão, no centro-oeste do paraná, decretou nesta quarta-feira (21) estado de calamidade pública por causa da dengue.

A prefeitura tenta combater os focos do mosquito com veneno de bomba costal, enquanto as unidades de saúde de estão lotadas de pessoas com sintomas da doença.

Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, de cada dez pessoas que chegam em busca de atendimento, oito têm sintomas de dengue.

O decreto de calamidade veio diante da demanda na rede pública aumentando a cada dia e 443 casos da doença já confirmados pelo município.

A secretária municipal de Saúde, Camila Corchak, explica que a medida facilita de forma legal a contratação de funcionários, o aumento do número de médicos e, caso necessário, a compra de medicamentos.

Salas lotadas

 

Além dos novos casos, a sobrecarga no sistema de saúde aumenta porque a dengue é uma doença demorada, que pode manter os sintomas por até quinze dias. Nesse período, um mesmo paciente pode precisar buscar atendimento várias vezes.

É o caso do cabeleireiro Tiago Batista: "Já fazem seis dias, eu estou desde quinta-feira, e é a quinta vez que eu retorno aqui na UPA", conta.

A empregada doméstica Claudinéia de Oliveira conta que se recuperou da dengue há uma semana. Agora, é o pai dela quem contraiu a doença e está na unidade de saúde. Segundo ela, os próprios seguranças da UPA já a reconhecem.

Depois de passar pela consulta e pelos exames, muitos pacientes têm que ficar em observação tomando soro e medicações. Sem espaço suficiente, alguns acabam sendo alocados nos corredores da UPA.

Segundo a secretária de Saúde, a estrutura ganhou mais um médico, assim como na Unidade Básica de Saúde Lar Paraná para tentar agilizar o atendimento.

 

Por G1 PR

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