Uma planta que nasceu de uma semente desconhecida, enviada por correspondência ao Paraná, foi identificada como exótica, mas não integra a lista de pragas quarentenárias, segundo Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar).

As pragas quarentenárias são organismos vegetais ou animais que podem ameaçar a economia agrícola do país, segundo a Embrapa.

Pacotes de sementes desconhecidas, que vieram por correspondência, foram identificados no Paraná em setembro. Deste então, a Adapar emitiu um alerta sobre o risco para a economia e agricultura do estado.

A planta analisada foi recolhida em Maringá, na região norte do Paraná, e identificada por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul.

O gerente de Sanidade Vegetal da Adapar, Renato Rezende Young Blood, disse que a planta não representa grande impacto, em um primeiro momento.

“A planta foi identificada por características botânicas. É uma subespécie muito próxima de plantas que a gente tem aqui mesmo, mas não é nativa daqui, essa subespécie é nativa de países da Ásia”, afirmou.

Segundo o gerente, a planta se aproxima das beldroegas, que são popularmente conhecidas no Brasil como onze-horas.h

A Adapar informou que divulgará o nome da planta após a emissão de um laudo oficial confeccionado pelos pesquisadores da UFSM. Além disso, antes, o Ministério da Agricultura (Mapa) também precisa ser comunicado.

Uma outra planta, recolhida em Londrina, também está sendo analisada. Além disso, a Adapar enviou sementes recolhidas para o Mapa.

Subespécie se aproxima das plantas conhecidas como "onze-horas" no Brasil — Foto: Adapar/Divulgação

Subespécie se aproxima das plantas conhecidas como “onze-horas” no Brasil — Foto: Adapar/Divulgação

Sementes misteriosas

Em setembro, a Adapar emitiu um alerta sobre sementes misteriosas que estavam chegando ao Paraná por meio de encomendas estrangeiras.

Segundo o órgão, foram identificados 34 casos de recebimentos de sementes, sendo que em duas situações os destinatários fizeram o plantio.

No começo de outubro, o Ministério da Agricultura informou que encontrou fungos, ácaro e até possíveis plantas daninhas nas sementes enviadas.

O governo federal disse que os pacotes “supostamente” foram enviados de quatro países da Ásia. Moradores dos Estados Unidos e do Canadá também registraram casos semelhantes.

A suspeita do governo brasileiro é que seja uma fraude relacionada ao comércio online.

Pacotes com as sementes têm inscrições em chinês — Foto: Divulgação/Ministério da Agricultura

Pacotes com as sementes têm inscrições em chinês — Foto: Divulgação/Ministério da Agricultura

O que fazer?

A Adapar e o Ministério da Agricultura recomendam que as pessoas avisem os órgãos caso recebam alguma semente desconhecida ou não solicitada em casa.

Se as sementes forem identificadas com o pacote ainda fechado, a recomendação dos órgãos é que as embalagens não sejam abertas.

A recomendação é que, ao receber as sementes, a pessoa ligue para o Ministério da Agricultura, pelo telefone (41) 3361-4000, para que seja orientada a entregar em alguma sede do ministério ou que algum agente faça a retirada no local.

É possível também acionar a Adapar, procurando uma das sedes da agência no site do órgão.

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